sábado, 14 de maio de 2011

As sempre benditas lembranças...

Eu sempre soube que o coração de uma mulher guarda muitos segredos. Muitos deles, ela só divide consigo mesma. Ninguém mais sabe. Antes de dormir, toda noite, eles ficam ali, falando ao pé do ouvido dela, fazendo com que ela lembre de tantas coisas que viveu. Boas? Ruins? Para mim, todas as lembranças são benditas. Se são de um momento bom, são deliciosas, arrancam sorrisos inesperados, suspiros espontâneos. Se são de momentos ruins, são pesadas, às vezes ainda fazem chorar. Mas não acho que devam ser malditas. Quem é que maldiz seu próprio passado? Logo ele, o passado, que nem merecia ter esse nome, já que,  muitas vezes, é infinitamente mais presente que o presente. Quem maldiz o passado só pode ser alguém que não conseguiu alcançar a grandeza dos ensinamentos que essas horas ruins trouxeram.

O mix de sentimentos que as lembranças geram é infinito. Da saudade ao arrependimento, da alegria à vontade de voltar no tempo. O único inimigo nesse momento são as horas. Elas já passaram. Todas elas. Foram embora, de mãos dadas, como deixando uma festa. Deixaram você às voltas consigo mesma, do mesmo jeito que as lembranças fazem todas as noites.

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